Sobrenome pesa? Filhos de Paul Stanley e Gene Simmons respondem críticas sobre novo projeto musical
Evan Stanley e Nick Simmons falam sobre acusações de nepotismo, defendem a parceria no Stanley Simmons e dizem que fariam música mesmo sem ninguém olhando

Evan Stanley e Nick Simmons, filhos de Paul Stanley e Gene Simmons, do Kiss, falaram sobre as críticas de nepotismo em torno do Stanley Simmons, projeto musical formado pela dupla. Em entrevista ao programa Preston & Steve, da rádio norte-americana 93.3 WMMR, os músicos defenderam que a colaboração nasceu da vontade de criar música de forma orgânica, sem depender apenas da trajetória dos pais.
Evan afirmou que entende a desconfiança inicial do público quando vê filhos de artistas conhecidos tentando seguir carreira no mesmo meio. Segundo ele, muita gente tende a rejeitar esse tipo de projeto por acreditar que os envolvidos gostam mais do estilo de vida proporcionado pela música do que do ofício em si. No caso dele e de Nick, porém, o músico disse que a relação com a música veio cedo.
“Isso é o que faríamos se ninguém estivesse olhando”, afirmou Evan. Nick completou dizendo que os dois já faziam isso quando, de fato, ninguém estava olhando.
A dupla também comentou as cobranças de quem diz que eles deveriam “pagar seus próprios preços” antes de ocupar espaço na indústria. Evan respondeu que passou anos tocando em outros projetos para plateias pequenas ou inexistentes. Segundo ele, muita gente não acompanhou esse período justamente porque “ninguém estava lá”.
A discussão em torno do Stanley Simmons também toca em uma questão recorrente no rock: o peso das heranças familiares dentro de um gênero que costuma valorizar autenticidade, estrada e a ideia de “pagar os próprios preços”. No caso de Evan Stanley e Nick Simmons, os sobrenomes abrem curiosidade imediata, mas também criam uma cobrança maior antes mesmo de a música ser ouvida. A reação da dupla mostra esse paradoxo: eles não negam a origem, mas tentam deslocar a conversa para o trabalho, para os anos tocando fora dos holofotes e para a escolha de um projeto mais direto, sem esconder quem são.
Apesar das críticas, o Stanley Simmons também pode ser visto por outro ângulo: como uma continuação natural de uma história familiar ligada ao rock, mas sem tentar reproduzir exatamente o caminho do Kiss. Evan Stanley e Nick Simmons assumem os sobrenomes, mas procuram apresentar uma identidade própria, construída a partir das músicas, dos shows e da parceria entre os dois.
O nome Stanley Simmons também entrou na conversa. Evan explicou que a escolha veio da ideia de manter o projeto direto e pessoal, citando referências como Simon & Garfunkel, Crosby, Stills & Nash e Hall & Oates, artistas que também usaram seus nomes na identidade musical. Nick reconheceu que a decisão acabou sendo interpretada por parte do público como uma forma de se apoiar nos sobrenomes, mas disse que a intenção era apenas tocar de maneira mais livre, sem criar uma marca artificial.
Os músicos ainda falaram sobre os comentários recebidos de Paul Stanley e Gene Simmons. Segundo Nick, os pais costumam ser sinceros, às vezes até com elogios atravessados. Evan disse que valoriza esse tipo de retorno, porque prefere ouvir críticas reais a elogios automáticos.
Ele lembrou que Paul Stanley já ouviu uma música sua e respondeu: “Você é ótimo. Isso não é”. Para Evan, esse tipo de franqueza faz com que um elogio verdadeiro tenha mais peso. O músico contou que o pai assistiu recentemente a dois shows esgotados da dupla em Nova York e elogiou o projeto de forma direta, justamente por não ser alguém que aprova tudo sem critério.
O álbum de estreia do Stanley Simmons, Dancing While The World Is Ending, foi lançado em 28 de agosto. A primeira turnê norte-americana do projeto começou em 14 de setembro, em Dallas, e segue até 3 de novembro, em West Hollywood. A estreia ao vivo da dupla aconteceu em maio, no House Of Blues Voodoo Room, em San Diego.
Fonte: Blabbermouth.




Comentários