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Joey Tempest relembra fase em que o Europe passava semanas sem tocar

20 de out.
2 min de leitura

Ao recordar a saída de John Norum em 1986, vocalista fala sobre o desgaste com a rotina promocional após o sucesso de “The Final Countdown”



Joey Tempest relembra os bastidores do sucesso de “The Final Countdown” e a saída de John Norum em 1986. Foto: Reprodução/Facebook.
Joey Tempest relembra os bastidores do sucesso de “The Final Countdown” e a saída de John Norum em 1986. Foto: Reprodução/Facebook.

O sucesso de “The Final Countdown” levou o Europe a uma rotina na qual divulgar a música podia significar passar semanas sem tocar. Em entrevista ao podcast Song Cake, Joey Tempest relembrou aquele período e o desgaste que acompanhou a saída do guitarrista John Norum, em 1986.


“Podíamos fazer uma turnê promocional de três semanas, apenas com apresentações em playback, sessões de fotos e entrevistas, sem tocar uma única nota”, contou o vocalista, conforme transcrição do Blabbermouth.


Nas aparições em playback citadas por Tempest, os músicos simulavam a execução sobre uma gravação. Segundo ele, a rotina incomodava tanto Norum quanto o baixista John Levén, que questionavam se aquele era o trabalho para o qual haviam entrado na banda.


Para o cantor, alcançar um público mais amplo trouxe exigências difíceis de assimilar. Os integrantes haviam crescido ouvindo Deep Purple, aprendendo seus instrumentos e ensaiando diariamente. De repente, parte da agenda era dedicada a aparições em programas de televisão com apresentações previamente gravadas.


Ao ser perguntado se Norum havia deixado o Europe às vésperas da turnê mundial de “The Final Countdown”, Tempest corrigiu a informação: a decisão havia sido comunicada antes, quando o grupo estava na estrada.


“Ele nos disse: ‘Acho que estou saindo, pessoal. Isso está sendo demais para mim’”, recordou.


O vocalista ressaltou que o próprio guitarrista deve explicar os motivos da saída. Embora tenha citado a pressão dos compromissos promocionais, Tempest reconheceu que outras questões poderiam ter influenciado a decisão.


A separação também teve um peso pessoal. Os dois haviam começado a banda juntos, e o cantor ainda se lembrava da impressão que teve ao ver Norum tocar pela primeira vez, em outro grupo.


“Foi um dia triste, porque começamos a banda juntos”, afirmou. “Senti muita falta dele.”


Kee Marcello assumiu a guitarra e participou dos dois discos seguintes, “Out of This World” (1988) e “Prisoners in Paradise” (1991). Tempest elogiou o talento e o bom humor do substituto, mas também descreveu como a comunicação entre os integrantes havia se deteriorado naquele período: eles chegaram a viajar em limusines separadas e conversar por intermédio do empresário de turnê.


Segundo o vocalista, esse afastamento foi discutido nas conversas que antecederam a retomada do Europe. Para voltar a trabalhar juntos, os músicos estabeleceram outra forma de conduzir a banda, com mais espaço para a colaboração e maior controle sobre a própria carreira.


“Vamos escrever juntos. Vamos ouvir uns aos outros e estar abertos”, resumiu Tempest ao recordar o acordo. “Vamos ser donos da nossa música, abrir uma empresa e pensar no longo prazo.”


Fonte: Blabbermouth, com informações da entrevista de Joey Tempest ao podcast Song Cake.

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