Seleção do Murilo #1 | Stallone, frango assado e rock fora do trilho

Salve, amigos! Sou Murilo Germano, d’O Papo é Rock, e venho aqui trazer minha opinião sobre videoclipes de bandas novas.
A gente tem percebido que muita coisa dos anos 90 está retornando para as novas gerações. Não sei se vocês sabem, mas o Walkman foi relançado pela Sony, as fitas K7 estão retornando e, mais recentemente, foi anunciada a “volta” dos CDs. Pra mim, é até estranho ler sobre “a volta dos CDs”, já que sou da geração dos CDs. Inclusive, tenho vários guardados!
Então, se tudo está retornando, creio que, em breve, voltaremos a dar importância aos programas de videoclipes! Toda banda que leva a sério sua arte precisa expressá-la também por meio do audiovisual. E aqui estou eu: apreciador, amante, vidrado e dono de um olhar chato para videoclipes! Inclusive, meu TCC da faculdade de Comunicação foi sobre isso.
Toda esta introdução é pra começar a indicar alguns aqui pra você que me lê!
Como primeira análise, quero destacar uma banda paranaense, de Ponta Grossa, que, infelizmente, não está mais na ativa, mas que eu ainda tive o prazer de entrevistar n’O Papo é Rock, lá em 2019. Trata-se do power trio Cadillac Dinossauros.
Eu ouvi e curti. E sabe quando o som de uma música fica encravado na espinha dorsal da alma? Assim foi, em especial, com o álbum chamado “Disco Riscado”. Ouvia do início ao fim, depois do fim ao início. Impressionante como o groove desses três caras entrou na minha mente.
Não contente apenas com o som, fui atrás dos vídeos. Assistir aos clipes poderia me deixar ainda mais animado com a banda ou provocar o efeito contrário. Mas as surpresas só melhoraram minha impressão, porque, assim como o som é divertido, os videoclipes também são!
No clipe da música “Fome”, eles fizeram uma produção mesclando apresentação ao vivo com o trio degustando um saboroso e melequento espaguete, sentados em um sofá velho, no meio de um campo. O clipe mostra como a letra irônica dialoga exatamente com o cinismo das imagens.
Mas o clipe que realmente quero destacar aqui é o da música “Fora do Trilho”. Perambulando pelo Rio de Janeiro, o trio mostra versatilidade e maturidade sonora, traduzidas pelos cortes e pela construção de cada cena, entre as pessoas que transitavam normalmente pela cidade.
Enquanto isso, os três, vestidos de talvez açougueiros manchados de sangue, mostram que a principal frase da música, “ainda sou eu, um filho de Deus, meio fora do trilho”, mistura a realidade, o cotidiano e a normalidade de um dia comum com uma visão artística de uma cidade linda, enquanto a banda parece se declarar culpada.
Mas o que mata toda essa filosofada que dei sobre o clipe é o sósia do Stallone, ao final, servindo um frango assado e tocando gaita! Isso deixa bem claro que o power trio Cadillac Dinossauros fazia aquele rock irônico, brincando com as verdades e os sonhos de cada um.
Bizarro, né?
Mas vale a pena conferir:
Cadillac Dinossauros — Fora do Trilho



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